A missão de um maçom, grosso modo, é simples: tornar o mundo melhor. Mas o entendimento da própria definição já mostra o quão difícil é tal empreitada. Como conciliar, por exemplo, a definição de "mundo melhor" com a liberdade e a igualdade que preconizamos ? O "mundo melhor" é o do liberalismo que causa a hierarquização rígida das classes sociais através de uma ditadura econômica pelo mercado ? Ou é o do comunismo que sufoca os direitos individuais através da ditadura política ?
Tais questões destinam-se aos filósofos e cientistas sociais e políticos, cabendo ao maçom então a busca do "mundo melhor" através de uma ética que permeie qualquer definição: a ética da Fraternidade. Esta então é nossa missão: tornar o mundo mais fraterno através de uma ação local, na comunidade em que cada maçom e em que cada Loja Maçônica está inserida.
O maçom, formador de opinião por excelência, é então um obreiro de um mundo melhor ao buscar construir uma sociedade mais justa, com direito à valoração do indivíduo mas sem o conseqüente abandonar das causas sociais. A Fraternidade vista pelo maçom tem o sentido bíblico do "somos todos irmãos", mas, não se restringe a tal sentido. Como a maçonaria não impôe dogmas e a crença em um ente supremo é individual, devemos ressaltar que "somos todos irmãos" pois a espécie humana, como seres mais racionais do universo que conhecemos, é como um organismo complexo, vivo, repleto de expressões as quais compõem o todo. Como escreveu John Done,
"Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles d o b r a m por ti".
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