Quércia, maçon indisciplinado; Covas, exemplar.

Folha de São Paulo, 06/11/1986.

Dermi Azevedo. Da Reportagem Local.





Os candidatos do PMDB paulista ao governo, Orestes Quércia, e ao Senado, Mário Covas, são alguns dos maçons candidatos nas próximas eleições, de acordo com os registros das três "potências" (divisões administrativas) da Maçonaria brasileira: o Grande Oriente do Brasil, mais tradicional, de origem inglesa, as Grandes Lojas - surgidas nos Estados Unidos - e o Grande Independente do Brasil, dissidência do Grande Oriente, criada há onze anos. Nenhum outro dos candidatos ao governo paulista (Antônio Ermírio de Moraes, PTB; Paulo Salim Maluf, PDS; Eduardo Matarazzo Suplicy, PT e Teotônio Simões, PH) pertence aos quadros maçônicos.

Entre os candidatos ao Senado, Fernando Henrique Cardoso (PMDB) mantém entendimentos para ingresso na ordem maçônica; Eusébio Rocha (PDT) pertence ao Grande Oriente do Brasil, seção paulista, e Antônio Duarte Nogueira (PTB) é um dos diretores administrativos da Grande Loja de São Paulo, na rua São Joaquim, bairro da Liberdade, região central paulistana. O outro candidato do PMDB, ex-prefeito e deputado federal Mário Covas, pertence a essa mesma loja há mais de vinte anos. Ao contrário de Quércia - considerado "indisciplinado" pela Maçonaria, por não frequentar regularmente as sessões -, Covas é tido como maçom exemplar.

 
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